O Peso das Horas
Quarenta e nove contos em quatro movimentos
Porto Alegre não é cenário. É o chão onde as coisas acontecem.
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Uma mulher limpa leite derramado numa cozinha cheia de gente e descobre que o silêncio dói mais que o barulho. Uma mulher de setenta e um anos conta vinte e três degraus toda manhã porque são a medida do que ela ainda pode. Uma pintora daltônica pinta cores que ninguém mais pode ver. Um farol interno se acende num instante qualquer de uma tarde sem nome.
Em quarenta e nove contos distribuídos em quatro movimentos — O Peso das Horas, O Peso das Vozes, O Peso do Vento, O Peso da Luz — F. S. Dias constrói um mosaico de vidas comuns atravessadas por revelações mínimas. Não há vilões, catástrofes ou reviravoltas. Há o peso invisível de existir: o tempo que se acumula no corpo, as palavras que ficam presas, o vento que leva o que não se segurou, a luz que revela o que sempre esteve ali.
Um homem sentado num banco aparece nas margens dessas histórias como uma presença sem explicação — quieto, constante, quase invisível. Talvez ele saiba algo que os outros ainda não descobriram: que sentar e não fazer nada também é uma forma de resistir.
Ficção literária brasileira para quem acredita que a vida acontece nos intervalos.

